Este blog é uma reunião de textos exclusivamente autorais. Para conhecer mais de mim, dividir sons e sabores poéticos, musicais, cinematográficos, e tantos outros cheiros mais além dos meus, venha tomar um expresso esparramado nas almofadas fofas do meu outro blog, o Abundante-mente. Te espero lá com as velas acesas.

27 de janeiro de 2010

Sabedoria

Ele não decifra letras quando se agrupam, desde que nasceu. Me disse um dia - nos seus trinta e poucos - que sempre venerou a vírgula, mesmo sem poder chamá-la. Falou, com propriedade, que o ponto inspira a sabe-tudo - por isso lhe torce o nariz. O que não remete ao infinito, não quer mais pra si - só leva agora consigo o que tem cheiro de mar.
Quando lhe apontei as reticências, passou a vagar pelo mundo pintando três pontos em todo lugar.
Esse agora é o seu nome.
Esse se fez o seu lar.

Sylvia Araujo

3 comentários:

mario disse...

O melhor das reticências, é que são aquilo que imaginarmos. Se meu nome ficasse antes delas, seriam você.

Sylvia Araujo disse...

Ôoooooo...
Obrigada, amor, pelos seus afagos.

Guerrilheiro das Palavras disse...

e então... mora no terreno indecifrável, talvez guarida do subjetivo, penetrado de todos os números, sem que o finito o possa alcançar...